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Enciclopédia do Holocausto

 

 

 

Trabalho Forçado: Visão Geral — Testemunho

Joseph Stanley Wardzala
1923, Smigno, Polônia

Descreve as condições no campo de trabalho forçado de Hanover [na Alemanha]. [Vídeos de Entrevistas: 1990]

Transcrição:

Tinha uma barraca, barraca de madeira, e cada quarto tinha cerca de 20 camas-beliche, como uma caixa de madeira muito pequena, e um cômodo com armários. Cada um tinha um local no armário, [onde] nós [gurdávamos] algumas coisas. O que a gente tinha? Uma tigela redonda de metal para comer, uma colher e um cartão de ração com marcadores [para verificação], que eles davam para você. Então, você tinha que levar aquilo [o cartão] consigo quando eles traziam você pro campo. Você ia para um local para se lavar, e de lá ia ao refeitório. Depois, esperava que abrissem a janela da grande cozinha. Você dava para eles o selo e você [sentia]o aquecimento [vindo da cozinha]... depois você ia para outra janelinha para receber um pão pequeno. Você comia aquilo e uma hora depois estava novamente com fome e não havia mais nada para comer pela manhã. De manhã você recebia café, mas ele era feito de chicória, [gosto] azêdo, ou alguma [outra] bebida quente. E no almoço nada, somente à noite. Era assim dia após dia. No início a comida era um pouquinho mais, mas em 1943, 44, 45 eles cortaram a ração de pão, então, era muita, muita fome o tempo todo, e a fome é a pior coisa para um ser humano.

Tinha uma barraca, barraca de madeira, e cada quarto tinha cerca de 20 camas-beliche, como uma caixa de madeira muito pequena, e um cômodo com armários. Cada um tinha um local no armário, [onde] nós [gurdávamos] algumas coisas. O que a gente tinha? Uma tigela redonda de metal para comer, uma colher e um cartão de ração com marcadores [para verificação], que eles davam para você. Então, você tinha que levar aquilo [o cartão] consigo quando eles traziam você pro campo. Você ia para um local para se lavar, e de lá ia ao refeitório. Depois, esperava que abrissem a janela da grande cozinha. Você dava para eles o selo e você [sentia]o aquecimento [vindo da cozinha]... depois você ia para outra janelinha para receber um pão pequeno. Você comia aquilo e uma hora depois estava novamente com fome e não havia mais nada para comer pela manhã. De manhã você recebia café, mas ele era feito de chicória, [gosto] azêdo, ou alguma [outra] bebida quente. E no almoço nada, somente à noite. Era assim dia após dia. No início a comida era um pouquinho mais, mas em 1943, 44, 45 eles cortaram a ração de pão, então, era muita, muita fome o tempo todo, e a fome é a pior coisa para um ser humano.

Joseph e sua família eram poloneses de religião católica romana. Depois que a Alemanha invadiu a Polônia em 1939, arrebanhamentos forçados de poloneses para o trabalho escravo na Alemanha eram efetuados [pelos nazistas]. Por duas vezes Joseph conseguiu escapar mas, em 1941, na terceira vez, foi apanhado e deportado para um campo de trabalho escravo em Hanover, na Alemanha. Por mais de quatro anos ele foi obrigado a trabalhar na construção de abrigos antiaéreos de concreto. Após sua libertação pelas tropas norte-americanas em 1945, o campo de trabalho forçado foi transformado em campo de deslocados de guerra. Joseph permaneceu ali até conseguir um visto para entrar nos Estados Unidos em 1950.

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