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Enciclopédia do Holocausto

 

 

 

As Conseqüências do Holocausto — Testemunho

Abraham Klausner
nos Estados Unidos

Descreve os esforços pós-guerra para reunir os sobreviventes [Vídeos de Entrevistas: 1995]

Transcrição:

A vontade, ou o impulso, era tão grande que as pessoas saíam dos campos e caminhavam, viajavam--não havia meios de transporte que fossem da Tchecoslováquia, da Polônia, até a Rússia--procurando por, por remanescentes de famílias. As pessoas vinham do leste da Europa para Munique e nós montamos um grande programa de rastreamento. Além dos livros de registro que eram divulgados, nós tínhamos um centro em Munique no Deutsches Museum [o Museu Alemão] para onde pessoas de toda a Europa vinham para ter notícias de suas famílias. O interessante é que colocamos uma mesa no saguão, por assim dizer. As pessoas vinham e rasgavam as páginas dos livros e nós tínhamos que manter a mesa sempre com livros e, então, nós prendíamos as páginas com força para que elas durassem um pouco mais. Mas se uma pessoa viesse e não achasse nenhum nome no, no livro, ela ia até a parede--era uma parede bem grande--e escrevia uma mensagem dizendo, por exemplo, "Eu estive aqui"--para os pais ou para os filhos--"Estou procurando por você, e eu vou ficar aqui ou vou para tal lugar", para que houvesse um lugar no qual talvez pudessem se encontrar. Nós estávamos muito envolvidos na procura por crianças no Leste Europeu. As pessoas que haviam deixado seus filhos com amigos cristãos ou outras pessoas queriam encontrar essas crianças e nós tivemos que criar um programa para a busca dessas crianças, que não era muito organizado, mas, em muitos casos, bastante eficiente.

A vontade, ou o impulso, era tão grande que as pessoas saíam dos campos e caminhavam, viajavam--não havia meios de transporte que fossem da Tchecoslováquia, da Polônia, até a Rússia--procurando por, por remanescentes de famílias. As pessoas vinham do leste da Europa para Munique e nós montamos um grande programa de rastreamento. Além dos livros de registro que eram divulgados, nós tínhamos um centro em Munique no Deutsches Museum [o Museu Alemão] para onde pessoas de toda a Europa vinham para ter notícias de suas famílias. O interessante é que colocamos uma mesa no saguão, por assim dizer. As pessoas vinham e rasgavam as páginas dos livros e nós tínhamos que manter a mesa sempre com livros e, então, nós prendíamos as páginas com força para que elas durassem um pouco mais. Mas se uma pessoa viesse e não achasse nenhum nome no, no livro, ela ia até a parede--era uma parede bem grande--e escrevia uma mensagem dizendo, por exemplo, "Eu estive aqui"--para os pais ou para os filhos--"Estou procurando por você, e eu vou ficar aqui ou vou para tal lugar", para que houvesse um lugar no qual talvez pudessem se encontrar. Nós estávamos muito envolvidos na procura por crianças no Leste Europeu. As pessoas que haviam deixado seus filhos com amigos cristãos ou outras pessoas queriam encontrar essas crianças e nós tivemos que criar um programa para a busca dessas crianças, que não era muito organizado, mas, em muitos casos, bastante eficiente.

O rabino Abraham Klausner era capelão militar do exército norte-americano. Ele chegou no campo de concentração de Dachau em maio de 1945. Foi designado para o 116º hospital de evacuação e trabalhou por cerca de cinco anos em campos de deslocados de guerra, auxiliando os sobreviventes judeus.

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