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Enciclopédia do Holocausto

 

 

 

Testemunho

Pat Lynch
Estados Unidos da América

Descreve o tratamento dado aos sobreviventes de um subcampo de Dachau [Vídeos de Entrevistas: 1995]

Transcrição:

Em primeiro lugar, você tenta [ao entrar nos campos], mas muitos dos que iríamos tratar já estavam mortos. E, óbviamente, os corpos estavam sendo removidos o mais rápido possível. Nós tentávamos tratar aqueles mais doentes primeiro, limpando-os e levando-os para fora, tirando-os dos catres onde estavam, e cuidando deles. Caso eles tivessem alguma carne sob a pele, nós injetávamos água. Isto chama-se hipodermóclise. Às vezes o ombro do paciente ainda tinha um pouco de tecido gorduroso, músculo, então nós injetávamos um pouco de água naquele local porque todos eles estavam desidratados. Nós tentávamos alimentá-los. Acho que já falei sobre os homens, aqueles cujos pés estavam muito machucados, estavam todos cortados. Eles usavam sapatos de madeira sem meias. Bem, havia muitas pessoas cujos pés estavam simplesmente horríveis, e nós cuidamos deles. Eu os enfaixava e colocava uma pomada com vitaminas A e D, ou alguma outra pomada que encontrasse por ali, pequenas ataduras [nos cortes], e colocava meias limpas neles. Mas cuidar daqueles pacientes que não tinham comido há muito tempo e que tinham tifo era difícil--não havia nenhuma medicação específica para o tifo naquela época, então nós só podíamos dar a eles um tratamento paliativo. Nós inventamos um tipo de alimento. Tudo que nós tínhamos era leite em pó e algumas latas de legumes em conserva. Os que trabalhavam no refeitório tentavam fazer um tipo de sopa de verdade. Eles colocavam os legumes no leite em pó e tentavam alimentar os sobreviventes com aquilo. Mas o mais importante era conseguir fazê-los tomar água e, então abaixar a febre deles. Isto era o mais importante pois não havia nada específico para combater o tifo naquela época.

Em primeiro lugar, você tenta [ao entrar nos campos], mas muitos dos que iríamos tratar já estavam mortos. E, óbviamente, os corpos estavam sendo removidos o mais rápido possível. Nós tentávamos tratar aqueles mais doentes primeiro, limpando-os e levando-os para fora, tirando-os dos catres onde estavam, e cuidando deles. Caso eles tivessem alguma carne sob a pele, nós injetávamos água. Isto chama-se hipodermóclise. Às vezes o ombro do paciente ainda tinha um pouco de tecido gorduroso, músculo, então nós injetávamos um pouco de água naquele local porque todos eles estavam desidratados. Nós tentávamos alimentá-los. Acho que já falei sobre os homens, aqueles cujos pés estavam muito machucados, estavam todos cortados. Eles usavam sapatos de madeira sem meias. Bem, havia muitas pessoas cujos pés estavam simplesmente horríveis, e nós cuidamos deles. Eu os enfaixava e colocava uma pomada com vitaminas A e D, ou alguma outra pomada que encontrasse por ali, pequenas ataduras [nos cortes], e colocava meias limpas neles. Mas cuidar daqueles pacientes que não tinham comido há muito tempo e que tinham tifo era difícil--não havia nenhuma medicação específica para o tifo naquela época, então nós só podíamos dar a eles um tratamento paliativo. Nós inventamos um tipo de alimento. Tudo que nós tínhamos era leite em pó e algumas latas de legumes em conserva. Os que trabalhavam no refeitório tentavam fazer um tipo de sopa de verdade. Eles colocavam os legumes no leite em pó e tentavam alimentar os sobreviventes com aquilo. Mas o mais importante era conseguir fazê-los tomar água e, então abaixar a febre deles. Isto era o mais importante pois não havia nada específico para combater o tifo naquela época.

Pat foi uma das milhares de enfermeiras norte-americanas que trabalharam em hospitais dedicados a cuidar das pessoas que estavam sendo evacuadas durante as libertações dos campos de concentração na Europa. Ela cuidava dos sobreviventes dos campos, muitos dos quais estavam em estado crítico quando foram salvos dos nazistas.

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