United States Holocaust Memorial Museum
Enciclopédia do Holocausto
Darfur

Desde o início de 2003, soldados das forças armadas sudanesas, em conjunto com as guerrilhas para-militares financiadas pelo governo sudanês, as Janjaweed, lutam contra grupos rebeldes na região de Darfur, Sudão. Em uma campanha de genocídio que durou de 2003 a 2005, pelo menos 200 mil civís morreram devido à violência, doenças e falta de alimentos. Desde 2003, milhares de mulheres têm sido estupradas, e mais de dois milhões e meio de pessoas tiveram que deixar seus lares pois suas aldeias foram queimadas e suas propriedades roubadas.

Embora as forças rebeldes também sejam responsáveis pela insegurança da região, o governo sudanês é o maior responsável pela insegurança dos civís.

Os tipos de atividades criminosas apoiadas pelo governo incluem o apoio às milícias para ataques sistemáticos contra cidadãos sudaneses da mesma etnia dos rebeldes, principalmente os Fur, os Zaghawa, e os Masaalit [mesmo que eles não estejam envolvidos no conflito]; bombardeamento aéreo de populações civís; abusos massivos dos direitos humanos, entre eles assassinatos, estupros, e perseguições baseadas em raça, etnicidade ou religião; impedimento de acesso humanitário à região, com o consequente resultado de condições mortais para os refugiados; e a constante provocação das pessoas deslocadas internamente pelo conflito.

Embora os ataques governamentais em grande escala contra os civís haja declinado desde 2005, milhões de pessoas ainda correm perigo com a continuação do conflito. A maioria não retorna às suas aldeias por medo de serem novamente atacadas. Em março de 2005, o secretário-Geral da ONU levou o caso do Sudão à Corte Criminal Internacional (ICC) sob a acusação de que o governo daquele país promove crimes de guerra contra a humanidade e genocídio. Em julho de 2008, o promotor da ICC, Luiz Moreno-Ocampo, solicitou àquela Corte que emitisse uma autorização para prender o presidente sudanês Omar Hassan a-Bashir, acusando-o de genocídio, entre outros crimes, pelo papel governamental na orquestração da violência em Darfur. Desde agosto de 2006, com autorização do Conselho de Segurança da ONU, encontra-se em Darfur uma força-de-paz híbrida, composta por soldados da ONU e da União Africana (UNAMID), mas ela não possui nem recursos adequados nem número suficiente de tropas para executar sua missão, além de estar vulnerável a ataques.

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