

Cartaz anti-semita equacionando judeus com comunistas. Foto tirada nos Estados Unidos, 1939.
Jewish War Veterans Museum
Durante a Segunda Guerra Mundial o resgate de judeus e de outros grupos vítimas dos nazistas não foi prioridade para o governo dos Estados Unidos. Por outro lado, nem sempre foi claro para os estrategistas e políticos dos países Aliados como eles poderiam realizar ações de resgate em grande escala por trás das linhas alemãs.
A política norte-americana com relação a concessão de vistos para refugiados judeus nos Estados Unidos foi parcialmente influenciada pelo anti-semitismo (preconceito contra ou ódio aos judeus), isolacionismo, depressão econômica e a xenofobia (preconceito contra ou aversão a estrangeiros), dificultando assim a obtenção de vistos de entrada nos Estados Unidos. O secretário de estado do Departamento de Estado norte-americano, Cordell Hull , foi quem aconselhou o presidente Roosevelt a negar vistos para os refugiados que estavam a bordo do navio St. Louis, e que assim tiveram que retornar para a Europa, onde a maioria pereceu no Holocausto.
O Departamento de Estado norte-americano também atrasou a divulgação das notícias sobre o genocídio que ocorria na Europa. Em agosto de 1942, aquele órgão recebeu um telegrama confirmando os planos nazistas de destruição total dos judeus europeus. A informação, enviada por Gerhart Riegner (o representante do Congresso Judaico Mundial, em Genebra) não foi repassada para outros oficiais do governo. O Departamento de Estado pediu ao rabino americano Stephen Wise, que também havia recebido a informação, que a mantivesse em segredo.
Em geral, as notícias sobre as atrocidades nazistas não eram publicadas por completo pela imprensa americana. Em 1943, o diplomata e oficial da resistência polonês Jan Karski relatou ao Presidente Franklin D. Roosevelt o que estava ocorrendo, e o informou sobre os assassinatos em massa, transmitindo as notícias que recebeu diretamente dos líderes judeus no gueto de Varsóvia, cujas condições ele conhecia em primeira mão. No enatnto, nenhuma ação executiva imediata foi tomada, e por duas vezes o congresso norte-americano rejeitou uma legislação que permitiria a entrada de 10.000 crianças judias, sem suas famílias, para se refugiarem nos Estados Unidos.
Em 19 de abril de 1943, representantes norte-americanos e britânicos se reuniram nas ilhas Bermudas para buscar soluções para os problemas dos refugiados, mas nenhuma proposta importante surgiu naquela conferência. Em janeiro de 1944, Roosevelt criou a Comissão de Refugiados de Guerra (dentro do Ministério da Fazenda) para facilitar o resgate de refugiados em perigo. O Forte Ontario, em Nova Iorque, começou a servir aparentemente como um porto livre para os refugiados, mas os que lá chegavam não vinham de regiões ocupadas pelos nazistas, mas sim de zonas liberadas.
Na primavera de 1944, os Aliados já tinham conhecimento das operações de assassinato em massa com o uso de gás letal no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Os líderes judeus pediram, sem sucesso, que o governo norte-americano bombardeasse as câmaras de gás e as estradas de ferro que conduziam a carga humana ao campo. De 20 de agosto a 13 de setembro de 1944, a Força Aérea norte-americana bombardeou o complexo industrial de Auschwitz-Monowitz, a menos de oito quilômetros das câmaras de gás em Birkenau, mas os Estados Unidos mantiveram sua política de não-participação nos resgates e não houve autorização para bombardear nem as câmaras de gás nem as estradas de ferro usadas no transporte de prisioneiros.
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