

Team Leader, Student Outreach and Cham Oral History Project, Documentation Center of Cambodia, Phnom Penh
Sayana Ser was born in Cambodia in 1981, two years after the fall of dictator Pol Pot. Today, Ser works to help her country heal from that genocide. As part of that effort, Ser decided to translate The Diary of Anne Frank into her native language of Khmer.
Transcript also available in:
English
9 de abril de 2009
SAYANA SER
Líder de Equipe
Projeto de Engajamento dos Alunos e História Oral dos Chams [grupo étnico islâmico do sudeste da Ásia]
Centro de Documentação do Camboja
Cidade de Phnom Penh
Sayana Ser nasceu no Camboja em 1981, dois anos após a queda do ditador Pol Pot. Atualmente, Ser trabalha ajudando seu país a se recuperar do genocídio que Pol Pot perpetrou. Como parte de sua missão, Ser decidiu traduzir "O Diário de Anne Frank" para o khmer, seu idioma nativo.
TRANSCRIÇÃO:
SAYANA SER:
Queremos que as pessoas saibam que genocídios não aconteces só no Camboja. O que houve lá poderia ter acontecido em qualquer outro lugar do mundo. Por isto, as pessoas têm de olhar além, têm de enxergar além, de aprender com as outras pessoas.
ALEISA FISHMAN:
Sayana Ser nasceu no Camboja em 1981, dois anos após a queda do ditador Pol Pot. Ela não tem lembranças pessoais do regime brutal, conhecido como Khmer Rouge, no qual dois milhões de cambojanos foram assassinados. Atualmente, Ser trabalha ajudando seu país a se recuperar daquele genocídio. Como parte e sua missão, Ser decidiu traduzir "O Diário de Anne Frank" para o khmer, seu idioma nativo.
Bem-vindos a Vozes sobre o Anti-semitismo, uma série de podcasts, do Museu Estadunidense Memorial do Holocausto tornada possível graças ao apoio da “Oliver and Elizabeth Stanton Foundation”. Meu nome é Aleisa Fishman, e sou a apresentadora desta série. Junte-se a nós a cada duas semanas para ouvir novas perspectivas sobre a ameaça contínua do anti-semitismo em nossos dias. Com vocês, diretamente da cidade de Phnom Pehn, no Camboja, Sayana Ser.
SAYANA SER:
Em 2002, comecei a traduzir o “Diário de Anne Frank” porque acho importante que os cambojanos usem o livro como um meio de expressar seus sentimentos e de aprender sobre o que houve em outros países, tomar conhecimento dos genocídios que aconteceram em outros países, não só no Camboja.
Queremos ensinar-lhes sua própria história e a do Holocausto, pois acredito que se eles souberem que também foram cometidos genocídios em outros países, não se sentirão como se fossem os únicos a haverem sofrido. Mas, além disto, eles devem sentir que precisam tentar aprender com os outros para evitar que o genocídio volte a acontecer.
Selecionei uma passagem muito interessante. [falando em Khmer], da qual gusto muito. Ela diz que coragem e felicidade são as duas coisas que as pessoas mais precisam. Gosto desta passagem porque algumas pessoas vivem em desespero, como os sobreviventes no Camboja. Elas vivem em depressão porque perderam suas famílias, e algumas não têm coragem para seguir adiante. Queremos proporcionar a elas a mensagem do diário de Anne Frank, e também que tenham coragem.
Quando eu estava traduzindo o livro, coloquei-me no lugar da Anne Frank. Deve ser horrível viver se escondendo. Como aquele livro fala sobre muitas outras coisas, ele ajuda a se compreender a discriminação. [Traduzir o] livro foi muito encorajador, algumas pessoas também começaram a escrever seus próprios diários. Não faz parte da cultura cambojana escrever diários, mas o livro revela ao leitor uma nova forma de expressar seus sentimentos. Também, acho que o livro está tendo um papel importante ao ensinar que todas as pessoas devem ter compaixão, ele é sobre [toda] a humanidade. Ele traz uma esperança de futuro, de continuação e de superação.